o que sobra é sempre a palavra porque o silêncio prescinde dela quando se cala ou o que sobra é sempre a palavra porque ela própria é ausência impermanente que dança com o vento um movimento sem pressa ou furioso não importa a palavra soprada ao vento ou ao ouvido lida ou escrita intempestivamente é sempre a palavra que revolve uma coisa e outra perdida nesta fratura do tempo


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